Paulo escreve a pessoas que tudo opunha: judeus e gentios, dois mundos separados por séculos de desprezo mútuo. Entre eles, um muro — real no Templo, e mais alto ainda nos corações.
E eis a notícia: «Ele é a nossa paz.» Não «faz a paz», nem «ensina a paz». Ele é a paz. Entre você e o outro, não é uma técnica que se mantém — é uma pessoa.
«Pois ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade.»
Efésios 2:14
Cristo não contornou o muro, derrubou-o — às suas custas, na sua carne. A paz que ele dá custou uma cruz. Nunca é uma paz barata.
Onde você vê um muro esta manhã — uma relação rompida, um desprezo instalado — lembre-se: ele já se plantou nessa brecha. A reconciliação que você julga impossível, ele já a tornou possível em si mesmo.